O barulho sobre IA é ensurdecedor, mas a maioria do que se ouve é ruído: promessas vazias, materiais prontos e receitas de enriquecimento rápido. Enquanto isso, uma mudança profunda acontece, algo que Sundar
Pichai, CEO do Google, descreveu como mais impactante que o fogo ou a eletricidade. A SISO é para quem tem bagagem e quer aplicar a IA de verdade, sem ilusões, focando em como sua experiência multiplica resultados. Chega de Shit In.

“A IA é provavelmente a coisa mais importante que a humanidade já desenvolveu. Acho que é algo mais profundo que a eletricidade ou o fogo.”— Sundar Pichai
O problema não é a ferramenta, é o que você digita
Você usa o ChatGPT como se fosse o Google? Digita uma frase solta e espera um milagre? Então você está jogando shit on e, previsivelmente, recebendo shit out. A máquina não tem culpa.
É o erro mais repetido. Gente que já construiu coisa de verdade tratando a IA como bola de cristal, como se ela adivinhasse o que você quer. Pedem qualquer coisa, de qualquer jeito, e depois reclamam que o resultado é genérico, inútil, sem impacto. “Essa IA não presta.” Não. Quem não está prestando atenção é o teclado.
O Shit In do iniciante é o ChatGPT virar Google
O Shit In clássico é o prompt preguiçoso. Aquele que você joga no ChatGPT como se fosse uma busca rápida. Tipo: “ideias de post para Instagram sobre consultoria financeira”. Ou: “roteiro para vídeo de vendas de seguro”.
Isso não é pedir. É uma aposta na mediocridade. Você entrega para a IA um problema sem contexto, sem objetivo, sem a sua voz, sem a sua leitura do cliente. E o que ela faz? Devolve o óbvio, o clichê, o que qualquer um poderia ter escrito. Porque é só isso que você deu a ela.
O Shit Out: conteúdo de panfleto
O resultado desse Shit In é conteúdo que não gruda. Frases vazias como “invista no seu futuro” ou “proteja o que é seu”. Textos que não convertem, não engajam, não te diferenciam. Você vira mais um na multidão digital, com um conteúdo que não diz nada para ninguém. Panfleto jogado na rua. Ninguém para para ler.
Guie a IA com papel, contexto e exemplos
Para parar de jogar shit in e começar a ter resultado, você precisa de método. A IA é ferramenta, não gênio da lâmpada. E tem três coisas que mudam o jogo, todas bem documentadas em guias oficiais da OpenAI e da Anthropic .
A primeira é role prompting. Você define um papel para a IA assumir antes de pedir qualquer coisa. Em vez de perguntar solto, você fala: “aja como um consultor financeiro que atende profissionais liberais há mais de dez anos”. A resposta já sai de outro lugar.
A segunda é contexto. Quanto mais o modelo souber sobre a situação, o público e o objetivo, melhor. Não é enfeite, é o combustível da resposta.
A terceira é few-shot prompting. Você mostra um ou dois exemplos do tipo de saída que espera. A IA aprende com os exemplos e replica o estilo, o tom e a estrutura.
Aplicado ao post de Instagram sobre consultoria financeira, em vez de “ideias de post para Instagram sobre consultoria financeira”, o prompt vira algo assim:
“Aja como um consultor financeiro que atende profissionais liberais há mais de dez anos. Meu objetivo é gerar interesse para uma conversa de consultoria. O público é advogado autônomo, boa renda, sem tempo para organizar a vida financeira, com receio de investir. O tom deve ser direto, sem jargão, com uma pitada de provocação sobre o tempo já perdido. Formato: um post de até cinco linhas, com uma pergunta no final e chamada para o link da bio. Um exemplo do estilo que funciona: ‘Seu dinheiro está parado ou trabalhando para você? Hora de parar de adiar. Clique no link da bio e vamos conversar.’”
Percebe a diferença? Você não pediu ideias. Você entregou um briefing. E a IA, que não é burra, devolve algo muito mais próximo do que você realmente precisa.
Qual foi o último shit in que você jogou na IA e que te devolveu um shit out de dar raiva? Conta nos comentários.